A MANUTENÇÃO

Com uma chave especifica ( chave de velas), a operação para a colocação e retirada da velas se torna muito simples. OBS: Caso o motor do seu veiculo não se encontre em bom estado as mesmas devem ser checadas a cada 5.000km ou menos.
A sua troca, independente do estado em que se encontra, ocorre a cada 15.000km. (velas comuns com eletrodo central de cobre). Em veículos modernos, com velas com eletrodo central de prata, essa troca acontece a cada 40.000km.
O serviço deve ser feito com o motor desligado e o carro frio. Se você não souber a marcação original
das velas e seus respectivos cabos, marque-as com um giz, para não invertê-las. Lave as peças com solvente e um pincel, e depois de secas utilize escova de aço e estilete para limpar os restos de carvão queimado dos eletrodos.Com a vela completamente limpa regule agora a abertura de seus eletrodos, que variam de 0,7mm a 1,0mm (Leiam o manual do seu carro) Utilize para isto a lâmina de calibração ( vendida em boas autopeças), ou se não tiver uma à mão, use ( em casos de emergenciais) um pedaço de serra de metal, que tem geralmente 0,6mm de espessura.
Para colocar de novo as velas no motor, faça-o com a mão e só depois use a chave de velas, nunca apertando com força, para não quebrar a porcelana ou espanar a rosca do cabeçote. Neste caso é o prejuízo que lhe deixará apertado.
Lembre-se: para cada modelo de vela existe um aperto de rosca específico. Apertar pouco ou em excesso é prejudicial. Essa regra tem de ser seguida ao pé da letra. Para isso se informe na própria embalagem do produto ou em uma tabela de aplicações de ignição.Acompanhe na tabela de falhas, os tipos de
problemas identificados no motor, analisando o estado da vela de ignição.

Velas de Ignição

Entender o que são e como funcionam as velas de ignição é uma ótima pedida, pois trata-se de um importante e simples item, que indica o estado do motor do seu carro
A primeira faísca elétrica que acionará o motor é gerada pela bobina, passa pelo sistema de distribuidor (distribuidor ou ignição eletrônica) no coletor de admissão, iniciando a explosão. Condições de extrema temperatura, por exemplo, fazem com que as velas tenha de ser mecânica e termicamente resistentes, além de possuírem um bom sistema de isolamento. Por sua condição de trabalho, a vela de ignição precisa ser verificada periodicamente. Uma simples análise nas velas do seu carro pode evitar
danos e panes muito mais sérios que uma regulagem no carburador ou um acerto de ponto do distribuidor.

 

 

 

 

Desgaste natural: O pé do isolador apresenta-se amarelado-cinza ou marrom-claro. Motor em boas condições. Índice térmico da vela está correto

 

 

Fuliginosa (carbonização seca): O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça da vela cobertos por uma camada fosca de fuligem preto-aveludada (seca).
CAUSAS: Carburador regulado com mistura rica. Filtro de ar sujo. Afogador automático com mau funcionamento. Afogador manual puxado por longo tempo. combustível ruim. Motor funcionando em baixa rotação por tempo prolongado. Ponto de ignição atrasado. Uso de vela incorreta. Vela muito fria para o tipo de motor.
EFEITOS
: Falhas de ignição. Motor falha em macha lenta. Dificuldades de partida a frio.
SOLUÇÕES:
Regular o carburador, trocar o filtro de ar. Acelerar o moto, com o carro em movimento, lentamente até a rotação máxima, para queimar os resíduos de carbono. Evitar que o motor funcione por muito tempo em marcha lenta, especialmente quando o motor estiver frio. Utilizar vela correta para o tipo de moto

 

Oleosa ( carbonização oleosa): O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça apresentam-se cobertos por uma camada fuliginosa, brilhante, úmida de óleo, e por resíduos de carvão.
CAUSAS: em motores de 2 tempos, óleo em excesso na mistura. Em motores de 4 tempos óleos em excesso na câmara de combustão. guias de válvulas, cilindros e anéis do pistão estão gasto.
EFEITOS: Dificuldade na partida. Falhas de ignição. Motor falha na marcha lenta.
SOLUÇÕES: Em motores de 2 tempos, usar a proporção correta da mistura, e no de 4 tempos, retificar o motor. Trocas as velas.

 

 

Resíduos leves de chumbo: Resíduos amarelado-escuros no isolador. O pé do isolador coberto por uma fuligem amarelo-clara, aspecto de fosca e brilhante.
CAUSAS: aditivos antidetonantes no combustível.
EFEITO:Se o pé do isolador for a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo tornam-se condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículo em alta velocidade, causando falhas de ignição.
SOLUÇÕES: Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado. Torna-se necessário trocar as velas, pois é inútil tentar limpá-las.

 

 

Resíduos grossos de chumbo: O pé do isolador apresenta-se parcialmente vitrificado e de cor amarelo-marrom.
CAUSAS: Aditivos antidetonantes no combustível. A vitrificação denuncia a fusão de resíduos sob condições de forte acelerado do veículo.
EFEITO: Se o pé do isolador for a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo tornam-se condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículo em alta velocidade, causando falhas de ignição.
SOLUÇÕES: Veja a qualidade do combustível. É necessário trocar as velas.

 

 

Resíduos/Impurezas: Camada de conza grossa no pé do isolador, na câmara de aspiração no eletrodo massa, de estrutura fofa e até cheia de escórias.
CAUSAS: Aditivos de óleo do combustível deixam resíduos incombustíveis na câmara de combustão ( pistão, válvulas, cabeçotes) e na própria vela. Isso ocorre especialmente em motores com um consumo de óleo acima do normal, ou quando se utiliza combustível ruim.
EFEITO: Perda de potência do motor, decorrente de ignições por incandescência e danos ao motor.
SOLUÇÕES: Aconselha-se verificar a qualidade do combustível. Trocar as velas. Regular o motor.

 

 

Superaquecimento: Eletrodo central fundido parcialmente.
CAUSAS: combustão por incandescência causada por temperaturas muito altas na câmara de combustão devido, por exemplo, por uso de velas muito quentes; resíduos da câmara de combustão, válvulas defeituosas; pontos de ignição muito adiantado; mistura muito pobre, avanço do distribuidor com defeito; combustível ruim; vela mal apertada.
EFEITO: Falhas de ignição. Perda de potência. Danos ao motor.
SOLUÇÕES: Averigue a qualidade do combustível que está sendo utilizado. Substituir as velas.

 

 

Eletrodo central fundido: Eletrodo central completamente fundido, possível trinca no pé do isolador e eletrodo-massa parcialmente fundido.
CAUSA: Superaquecimento do eletrodo central, que pode trincar o pé do isolador. Combustão normal com detonação ou ponto de ignição excessivamente adiantado.
EFEITOS: falhas de ignição. Perda de potência. Danos ao motor.
SOLUÇÕES: Revisar o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor. Utilizar velas corretas para o tipo de motor. Substituir as velas.

 

 

Eletrodo central e massa fundidos:
CAUSAS: Combustão por incandescência causada por temperaturas extremamente elevadas na câmara de combustão em decorrência, por exemplo, do uso de velas muito quentes; resíduos na câmara de combustível: válvulas defeituosas; ponto de ignição adiantado; mistura pobre, avanço do distribuidor com defeito.
EFEITO: Antes do dano total do motor, ocorre perda de potência.
SOLUÇÕES: Revisar o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor. Utilizar velas corretas para o tipo de motor. Substituir as velas

 

 

Desgaste excessivo do eletrodo central (erosão):
CAUSAS: Não observância do tempo recomendado para a troca de velas.
EFEITOS: Solavancos do motor devido a falhas de ignição ( especialmente na aceleração do carro): a tensão da ignição exigida, pela grande distância entre os eletrodos, é alta demais. Partida difícil.
SOLUÇÕES: Trocar as velas ou examiná-las de acordo com as instruções dos fabricantes. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do seu carro.

 

 

Desgaste excessivo do eletrodo massa e central (corrosão):
CAUSAS: Presença de aditivos corrosivos no combustível e óleo lubrificante. Esta vela não foi sobrecarregada termicamente, não se tratando portanto de um problema de índice térmico. Depósitos de resíduos provocam influências no fluxo dos gases
FEITOS: Solavancos do motor devido a falhas de ignição ( especialmente na aceleração do carro). Partida difícil.
SOLUÇÕES: Trocar as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do seu carro, e a qualidade do combustível

 

 

Pé do isolador trincado:
CAUSAS: Danos causados por pressão no eletrodo central como conseqüência do uso de ferramentas inadequadas na regulagens da folga. Exemplo, abrir o eletrodos com uma chave de fenda. Corrosão do eletrodo central por aditivos agressivos no combustível. Depósitos de resíduos de combustão entre o pé do isolador e o eletrodo central.
EFEITO: Falhas de ignição (A faísca salta entre o isolador e a carcaça) Partida difícil.
SOLUÇÕES: Trocar as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do seu carro. Verifique a qualidade do combustível utilizado