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FORD ECOSPORT XLT 1.6 |
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MANAUS (AM) - Foi dada a principal cartada da Ford para tentar recuperar um lugar entre as três marcas mais vendidas no mercado nacional. Com o lançamento do utilitário-esportivo EcoSport, a marca norte-americana espera conquistar compradores não apenas de pequenos jipes, mas principalmente de peruas, minivans e médios. Carro com conjunto bem acertado, o segundo integrante do Projeto Amazon surpreende pela competência tanto no asfalto como em trechos de terra, mas peca pelo acabamento despojado. ESTILO
Para completar o visual que dá a idéia de valentia tanto no asfalto como na terra, basta dar uma olhada na distância livre do solo. São 25 centímetros no centro e 20 cm próximo da base do pára-lama dianteiro. Nada mal, já que a Palio Weekend Adventure tem 17 cm e o lendário Land Rover Defender chega a 21,5 cm. O ângulo máximo de entrada em aclives é de 28º e o de saída 34º, outras duas boas marcas. Mas é bom não se empolgar muito em trechos cheios de lama, já que a versão 4x4 chega apenas no fim do ano. Assim como uma minivan, o interior do EcoSport chama a atenção pela versatilidade. Há 13 porta-objetos. Um deles, fica sob o assento do banco do passageiro que vai na frente. Para acessá-lo, basta puxar a parte traseira do assento, que é aberto como uma tampa de baú. Outro detalhe interessante é o gancho no porta-luvas para pendurar bolsas e sacolas. A instrumentação é praticamente igual a do Fiesta. São duas as diferenças em relação ao modelo compacto: o mostrador de temperatura é ligeiramente maior e o grafismo é branco sobre fundo preto. Além disso, a manopla da alavanca de câmbio tem melhor empunhadura e acabamento mais caprichado. Mas o material do painel é muito simples e torna-se uma fonte de ruído quando o carro passa por pisos irregulares.
Se o banco traseiro não for rebatido, o porta-malas é capaz de levar apenas 296 litros. Mas como o encosto traseiro é bipartido, pode-se ampliar facilmente o espaço para bagagem. O máximo que se consegue levar são 712 litros, mas nesse caso perde-se os três lugares de trás. Em contrapartida, o acesso às bagagens é fácil graças à porta traseira, que é aberta da direita para a esquerda com auxílio de molas a gás com duplo estágio. Caso seja preciso usar o bagageiro no teto, pode-se levar até 40 kg de carga. DESEMPENHO
O motor 1.6 Rocam de 98 cavalos e 14,3 kgfm de torque a 4.250 rpm recebeu algumas alterações para ser instalado no Eco Sport. A principal delas foi a inclusão de um sistema de refrigeração dos pistões por jato de óleo, o que garante menos desgaste. Outro item interessante é o acionamento do comando de válvulas por corrente (silent chain) no lugar de correias plásticas, tornando desnecessárias as trocas periódicas e acabando com o risco de rompimento, além de funcionar de maneira silenciosa. Apenas acima de 4.500 rpm, o nível de ruído começa a incomodar. Ponto também para a rigidez torcional da carroceria, que é 48% mais rígida que a do Fiesta. Mesmo ao passar por buracos e ondulações, o carro transmite solidez, sem dar sustos em quem dirige. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso e tem curso adequado para enfrentar obstáculos de dificuldade média. Apesar dos freios ABS estarem disponíveis apenas na versão 2.0, a unidade 1.6 XLT avaliada mostrou equilíbrio nas frenagens. Segundo a Ford, o EcoSport XLT 1.6 acelera de 0 a 100 km/h em 13,4 segundos e atinge 160 km/h. MERCADO
Assim como as demais versões, o modelo 2.0 será estará nas lojas no fim de março apenas como XLT (topo de linha) e com freios ABS. Além disso, será a versão também que receberá opção de tração integral (4x4) no fim do ano. Para ter um EcoSport 2.0 na garagem é preciso desembolsar R$ 47.590, valor que chega a R$ 49.590 com a inclusão dos bancos de couro. Como versão de entrada, a Ford oferece o 1.0 Supercharger de 95 cavalos, que custa a partir de R$ 31.190 básico e R$ 33.390 com ar-condicionado. Segundo o gerente da marketing da Ford, Luis Salem, o EcoSport deve atrair compradores de vários segmentos, mais exatamente 12% dos que compram peruas, 12% de minivans, 12% de compactos e 26% de médios. Como concorrentes diretos, a Ford inclui principalmente os jipinhos japoneses, como Honda CR-V, Toyota RAV 4 e Suzuki Vitara, mas são modelos importados. Além disso, vêm com sofisticados sistemas de tração integral, acabamento mais caprichado e, por isso, são bem mais caros. FICHA TÉCNICA
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